Elasticidade de substituição

A elasticidade de substituição é uma medida usada em microeconomia para calcular a facilidade de substituir um bem por outro.

Elasticidade de substituição

A elasticidade de substituição mede o quanto a quantidade de um bem ou serviço deve se ajustar para manter um nível constante de lucro ou produção. É um indicador livre de unidades de medida, pois é expresso em porcentagem de variação.

A elasticidade de substituição pode ser aplicada tanto ao consumo de bens finais quanto aos fatores de produção. No primeiro caso, mede-se a substituição entre dois bens de consumo ou serviços, mantendo o nível de utilidade constante. Já no segundo caso, mede-se a substituição entre os fatores de produção, mantendo o nível de produção constante.

A relação entre TMS e elasticidade de substituição

A Taxa Marginal de Substituição (TMS) nos diz o quanto a quantidade de um bem deve ser modificada quando aumentamos ou diminuímos a quantidade de outro, tudo com o objetivo de manter o lucro ou a produção constante.

O TMS mede a inclinação da curva de utilidade (no caso do consumo) ou isoquanta (no caso da produção) e é afetado pela unidade de medida que usamos: quilos, unidades, toneladas, etc.

A elasticidade de substituição mede a curvatura da curva de utilidade ou isoquanta. Ou seja, a porcentagem de mudança na razão de uso ou consumo de dois bens, dividida pela porcentagem de mudança no TMS.

Fórmula de elasticidade de substituição

A fórmula para a elasticidade de substituição é a seguinte:

Onde:

  • X1, X2 = bens ou serviços.
  • TMS: Taxa marginal de reposição.

Exemplo de elasticidade de substituição de fatores

A seguir, vemos como o conceito é aplicado no campo da produção. Na produção, a isoquanta é a curva que nos mostra as diferentes combinações de fatores produtivos (suponha Capital (K) e Trabalho (L)) que nos permitem obter a mesma quantidade de produção. Já a elasticidade de substituição refere-se à facilidade com que um fator produtivo (digamos K) pode ser substituído por outro (L). A fórmula para elasticidade, neste caso, é a seguinte:

Onde:

  • K, L = Capital, Trabalho.
  • TMS: Taxa marginal de reposição.

Outro exemplo mais próximo é a substituição entre dois bens de consumo como pizza e hambúrguer. As pessoas, dependendo de suas preferências, podem estar dispostas a substituir hambúrgueres por pizza. A taxa na qual esses dois bens devem ser trocados para que o consumidor seja igualmente feliz (mesmo nível de utilidade) é a Taxa Marginal de Substituição.

Para obter uma medida gratuita das unidades (pedaços de pizza ou pão de hambúrguer) recorremos ao conceito de elasticidade que nos dará um valor percentual. Quanto mais alto esse valor, mais fácil é substituir um bem por outro.

Gráfico da elasticidade de substituição dos fatores

A elasticidade de substituição está relacionada com a curvatura do Isoquante e a função de produção. No gráfico a seguir, vemos um exemplo de curva de isoquanta.

A elasticidade desta curva de isoquanta é calculada como:

= Mudança proporcional na inclinação de 2 raios (OA e OB) da origem aos dois pontos na isoquanta / Mudança proporcional nas inclinações das isoquantas (as tangentes desenhadas) nos dois pontos (A e B)

Valores extremos da elasticidade de substituição

A elasticidade pode assumir valores extremos nos seguintes casos:

a) Quando a substituição é perfeita, as isoquantas são retas e a elasticidade é infinita.

b) Quando a substituição permite apenas proporções fixas, as isoquantas são retas e a elasticidade é zero.

c) Existem funções de produção com elasticidade constante. Isso significa que a elasticidade não é afetada pelas variações relativas dos fatores de produção ou, o que é o mesmo, a substituibilidade é a mesma em todos os pontos da isoquanta. Um exemplo amplamente utilizado de função de produção que atende a essas características é a função de produção Cobb-Douglas.