Elasticidade da renda na demanda

A elasticidade-renda da demanda busca medir a proporção na variação da demanda por um bem, comparada às mudanças nos níveis de renda dos consumidores.

Elasticidade da renda na demanda

Quando, em termos reais, a renda dos consumidores aumenta, seu poder de compra se expande. Isso resulta em maiores compras de bens e serviços.

A elasticidade-renda da demanda tenta medir essas mudanças. O conceito de elasticidade-renda da demanda é freqüentemente referido por vários autores como elasticidade-renda.

Dependendo da variação dos níveis de renda dos consumidores, a demanda de alguns bens pode aumentar consideravelmente. Considerando a proporção do aumento real da renda que os indivíduos gastarão na aquisição de bens é o que a elasticidade-renda da demanda se destina a fornecer.

Importância da elasticidade-renda da demanda

A importância desse conceito reside no fato de que, dependendo do valor do coeficiente de elasticidade-renda, é possível chegar a uma classificação dos bens econômicos. Assim, sua importância é poderosa, pois permite conhecer em profundidade o comportamento do consumidor.

Fórmula para calcular a elasticidade-renda da demanda

A elasticidade-renda é obtida dividindo-se a variação percentual da quantidade demandada de um bem pela variação percentual da renda. Portanto, sua expressão é a seguinte:

Demanda de receita de elasticidade da fórmula

Elasticidade de renda e tipos de bens econômicos

Pelas mudanças ocorridas nos níveis de renda dos indivíduos ou consumidores e levando-se em consideração o coeficiente de elasticidade-renda, passamos a conhecer os bens econômicos. Vamos ver sua classificação:

  • Bens normais: são aqueles em que a elasticidade-renda tem valores positivos:
  • Bens de luxo: são aqueles cuja elasticidade-renda mantém valores maiores que um.
  • Bens inferiores: Diz-se assim, aos bens econômicos em que a elasticidade-renda tem valores negativos.
  • Grampos: esses produtos são aqueles que têm elasticidade positiva, mas menos de um.

Exemplo de cálculo com elasticidade-renda da demanda

Através do exemplo que daremos a seguir, conheceremos o processo de cálculo das elasticidades-renda da demanda. Neste sentido, vamos assumir que o rendimento médio do consumidor passa de 2.900 euros para 2.940. Diante desse aumento de renda, o consumidor compra 42 quilos de carne bovina, ao invés dos 41,95 quilos que comprava antes do aumento de renda.

Para determinar o coeficiente de elasticidade da elasticidade-renda da demanda, vamos usar a fórmula proposta anteriormente. Este é o seguinte:

Exemplo de elasticidade de renda

Etapa 1: Esta etapa visa determinar o topo da fórmula. Ou seja, a variação percentual nas quantidades.

  1. Determinamos a mudança absoluta nas quantidades, que é obtida subtraindo a demanda final menos a demanda inicial. Isto é: 42 – 41,95 = 0,05.
  2. Agora dividimos esse valor pela demanda inicial. Assim, temos o seguinte: 0,05 / 41,95 = 0,0012, que, tomado como valor percentual, é igual a 0,0012 x 100 = 0,12%.

Esse 0,12% representa então a variação percentual das quantidades demandadas. Ou seja, determinamos a parte superior da fórmula.

Etapa número 2: Esta etapa visa determinar a parte inferior da fórmula. Ou seja, a variação percentual da receita.

  1. Determinamos a variação absoluta na receita, que é obtida subtraindo a receita final menos a receita inicial. Isso é 2.940 – 2.900 = 40.
  2. Agora dividimos esse valor pela receita inicial. Assim, temos o seguinte: 40 / 2.900 = 0,0137, que, tomado como valor percentual, é igual a 0,0137 x 100 = 1,4%.

Esse 1,4% representa então a variação percentual da receita. Ou seja, determinamos a parte inferior da fórmula.

Etapa número 3: nesta etapa final, procedemos para substituir os valores determinados na etapa um e na etapa dois na fórmula para a elasticidade-renda da demanda. Vamos ver:

Cálculo da elasticidade da demanda de receita

Portanto, o coeficiente de elasticidade-renda é menor que um, em uma faixa positiva. Este é um bem de necessidade, pois seu coeficiente de elasticidade é menor que um em uma escala positiva. Além disso, esse resultado implica que para cada 1% desse aumento na renda, a quantidade demandada desses bens aumenta 0,086%.